lunes, 28 de marzo de 2011

Traslado a Curitiba...

...Gracias al trabajo hecho sobre el tema de paz en 2010, AMAS Curitiba invitó a MCC a formar una sociedad de trabajo en Curitiba...Para ello, Lili y yo fuimos trasladados el 15 de marzo de este año. Por ahora no compartimos más con uds. pero pronto completaremos la información.

Noticia de nuestro trabajo con MCC Brasil

http://mcc.org/stories/news/mcc-helps-brazil-churches-address-domestic-abuse

News

During a training about domestic violence for leaders of congregations and Christian organizations, Oscar Benavides, former coordinator of MCC Brazil’s peace program, holds up a sign with one of many misconceptions about abusers. The sign says, “The abuser is drunk and on drugs.” (MCC Photo/Liliana Álvarez Woo)
During a training about domestic violence for leaders of congregations and Christian organizations, Oscar Benavides, former coordinator of MCC Brazil’s peace program, holds up a sign with one of many misconceptions about abusers. The sign says, “The abuser is drunk and on drugs.” (MCC Photo/Liliana Álvarez Woo)

MCC helps Brazil churches address domestic abuse

Emily Will
March 25, 2011

AKRON, Pa. – Ana Lúcia’s husband frequently beats her. When he threatened to kill her, the 30-year-old woman, member of an evangelical church in Brazil’s northeast state of Pernambuco, shared her situation with church sisters.
“They told me a demon was behind it and that I should pray and fast. ‘Pray, sister. Pray and fast so that God triumphs. Are you fasting?’ I said, ‘Yes, I am, sister.’ And they said, ‘Then, do more of it.’ I began to go all night without eating or drinking.”
 
Based on experiences such as Ana Lúcia’s, Mennonite Central Committee (MCC) in Brazil has boosted its efforts within evangelical churches to combat violence against women by their partners. It has become a significant focus of MCC Brazil’s peace program.
 
As a first step to address this problem, MCC Brazil and partner agency Diaconia, a Christian organization that promotes human rights and justice, produced a book to guide pastors and church leaders in their interactions with abused women and abusive men.
 
Authors Aileen Silva Carroll, a former MCC Brazil worker now living in Glendale, Ariz., and Sergio Andrade, pastor, professor and coordinator of Diaconia’s social programs, interviewed 50 women and 82 church leaders in 2008 to learn what was going on at the congregational level. Some of their stories, including Ana Lúcia’s (a pseudonym), are included in the book.
 
Até Quando? (When Will It End?), released in March 2010, counters attitudes in Christian churches that violence against women is a private, family affair, asserting it as a societal issue that congregations, as part of communities, must confront.
 
“The book’s principal purpose is to sensitize church members to the importance of looking at the problem from a Christian perspective and to create spaces and tools to protect victims,” said Oscar Benavides, coordinator of MCC Brazil’s peace program until March 2011.
 
In Brazil, domestic violence is the leading cause of death and disability for women ages 16 to 44, said Benavides, citing statistics from Agência Patricia Galvão, a social organization promoting communications and women’s rights. Every year more than 1 million women are victims of domestic abuse, he said.
 
MCC Brazil and Diaconia are using the book as a tool to train and encourage cooperation among leaders of congregations and Christian organizations. In 2010, the partners provided workshops, conferences and seminars in northeastern and southeastern cities.
 
In these sessions, dozens of evangelical leaders have brainstormed ways to address the issue in a country in which abused women find far too few services: counseling, shelters, training and employment.
 
Ana Lúcia, for example, with a young child and expecting another, wanted to leave her husband but had nowhere to go. Without an education or training, she feared she’d end up a beggar on the street and wondered if she’d substitute one form of suffering for another. Eventually she found work and learned basic life skills—how to open a bank account, to pay bills—to survive as a single mother.
 
Despite the overwhelming challenges they face, women such as Ana Lúcia, not only need to leave to protect themselves but their children from abusive fathers. By doing so, they shine a light on a hopeful future, one without emotional and physical assault.
 
The urgency of working at the issue—awakened by the workshops and conferences sponsored by MCC Brazil’s Peace Program in 2010— prompted MCC’s partner organization, Mennonite Association of Social Assistance (AMAS), to request MCC to assign Benavides and his wife, Liliana Álvarez Woo, a psychologist, to AMAS to assist the organization in creating its own peace program.

MCC agreed, and in March 2011, Benavides and Álvarez Woo moved to Curitiba, in the southeast part of the country, to work with AMAS. They will help construct a peace program that specifically addresses issues of domestic violence to support the families whose children and adolescents attend AMAS’s five education centers.
 
Editor’s Note: The book’s full title is Até Quando? O cuidado pastoral em contexto de violência contra a mulher praticada por parceiro íntimo. Editora Ultimato: Recife, Brazil; March 2010. More information (in Portuguese) about the book can be found at http://www.ultimato.com.br/editora/.

miércoles, 23 de febrero de 2011

8 de Março: conquistas e controvérsias

8 de Março: conquistas e controvérsias
Por Eva Alterman Blay, abril de 2004 O Dia Internacional da Mulher foi proposto por Clara Zetkin em 1910 no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas. Nos anos posteriores a 1970 este Dia passou a ser associado a um incêndio que ocorreu em Nova Iorque em 1911. Neste artigo procuro recuperar a história do Dia 8 de Março, procuro as distorções que tem sido feitas sobre ele e sobre a luta feminista.
O dia 8 de março é dedicado à comemoração do Dia Internacional da Mulher. Atualmente tornou-se uma data um tanto festiva, com flores e bombons para uns. Para outros é relembrada sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial. É uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.
As mulheres faziam parte das "classes perigosas"
No século XIX e no início do XX, nos países que se industrializavam, o trabalho fabril era realizado por homens, mulheres e crianças, em jornadas de 12, 14 horas, em semanas de seis dias inteiros e freqüentemente incluindo as manhãs de domingo. Os salários eram de fome, havia terríveis condições nos locais da produção e os proprietários tratavam as reivindicações dos trabalhadores como uma afronta, operárias e operários considerados como as "classes perigosas". Sucediam-se as manifestações de trabalhadores, por melhores salários, pela redução das jornadas e pela proibição do trabalho infantil.
A cada conquista, o movimento operário iniciava outra fase de reivindicações, mas em nenhum momento, até por volta de 1960, a luta sindical teve o objetivo de que homens e mulheres recebessem salários iguais, pelas mesmas tarefas. As trabalhadoras participavam das lutas gerais mas, quando se tratava da igualdade salarial, não eram consideradas. Alegava-se que as demandas das mulheres afetariam a "luta geral", prejudicariam o salário dos homens e, afinal, as mulheres apenas "completavam" o salário masculino.
Subjacente aos grandes movimentos sindicais e políticos emergiam outros, construtores de uma nova consciência do papel da mulher como trabalhadora e cidadã. Clara Zetkin, Alexandra Kollontai, Clara Lemlich, Emma Goldman, Simone Weil e outras militantes dedicaram suas vidas ao que posteriormente se tornou o movimento feminista.
Clara Zetkin propôs o Dia Internacional da Mulher
Clara Zetkin (1857-1933), alemã, membro do Partido Comunista Alemão, deputada em 1920, militava junto ao movimento operário e se dedicava à conscientização feminina. Fundou e dirigiu a revista Igualdade, que durou 16 anos (1891-1907).
Líderes do movimento comunista como Clara Zetkin e Alexandra Kollontai ou anarquistas como Emma Goldman lutavam pelos direitos das mulheres trabalhadoras, mas o direito ao voto as dividia: Emma Goldman afirmava que o direito ao voto não alteraria a condição feminina se a mulher não modificasse sua própria consciência.
Ao participar do II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhagem, em 1910, Clara Zetkin propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher sem definir uma data precisa.. Contudo, vê-se erroneamente afirmado no Brasil e em alguns países da América Latina que Clara teria proposto o 8 de Março para lembrar operárias mortas num incêndio em Nova Iorque em 1857. Os dados a seguir demonstram que os fatos se passaram de maneira diferente.
O movimento operário nos Estados Unidos
Assim como na Europa, era intenso o movimento trabalhador nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX, sobretudo nos setores da produção mineira e ferroviária e no de tecelagem e vestuário.
A emergente economia industrial norte-americana, muito instável, era marcada por crises. Nesse contexto, em 1903 formou-se, pela ação de sufragistas e de profissionais liberais, a Women’s Trade Union League para organizar trabalhadoras assalariadas. Com as crises industriais de 1907 e 1909 reduziu-se o salário dos trabalhadores, e a oferta de mão-de-obra era imensa, dada a numerosa imigração proveniente da Europa. Grande parte dos operários e operárias era de imigrantes judeus, muitos com um passado de militância política.
No último domingo de fevereiro de 1908, mulheres socialistas dos Estados Unidos fizeram uma manifestação a que chamaram Dia da Mulher, reivindicando o direito ao voto e melhores condições de trabalho. No ano seguinte, em Manhatan, o Dia da Mulher reuniu 2 mil pessoas.
Problemas muito conhecidos do operariado latino-americano impeliam trabalhadores e trabalhadoras a aderir às manifestações públicas por salários e pela redução do horário de trabalho. Embora o setor industrial tivesse algumas grandes empresas, predominavam as pequenas, o que dificultava a agregação e unicidade das reivindicações. O movimento por uma organização sindical era intenso e liderado no setor de confecções e vestuário por trabalhadores judeus com experiência política sindical, especialmente da União Geral dos Trabalhadores Judeus da Rússia e da Polônia (Der Alguemayner Yiddisher Arbeterbund in Russland un Poyln - BUND).
Para desmobilizar o apelo das organizações e controlar a permanência dos trabalhadores/as, muitas fábricas trancavam as portas dos estabelecimentos durante o expediente, cobriam os relógios e controlavam a ida aos banheiros. Mas as difíceis condições de vida e os baixíssimos salários eram forte incentivo para a presença de operários e operárias nas manifestações em locais fechados ou na rua.
Uma das fábricas, a Triangle Shirtwaist Company (Companhia de Blusas Triângulo), para se contrapor à organização da categoria, criou um sindicato interno para seus trabalhadores/as. Em outra fábrica, algumas trabalhadoras que reclamavam contra as condições de trabalho e salário foram despedidas e pediram apoio ao United Hebrew Trade, Associação de Trabalhadores Hebreus. Então as trabalhadoras da Triangle quiseram retirar alguns recursos do sindicato interno para ajudar as companheiras mas não o conseguiram. Fizeram piquetes na porta da Triangle, que contratou prostitutas para se misturarem às manifestantes, pensando assim dissuadi-las de seus propósitos. Ao contrário, o movimento se fortaleceu.
Uma greve geral começou a ser considerada pelo presidente da Associação dos Trabalhadores Hebreus, Bernardo Weinstein, sempre com o objetivo de melhorar as condições de trabalho da indústria de roupas. A idéia se espalhou e, em 22 de novembro de 1909, organizou-se uma grande reunião na Associação dos Tanoeiros liderada por Benjamin Feigenbaum e pelo Forward. A situação era extremamente tensa e, durante a reunião, subitamente uma adolescente, baixa, magra, se levantou e pediu a palavra: "Estou cansada de ouvir oradores falarem em termos gerais. Estamos aqui para decidir se entramos em greve ou não. Proponho que seja declarada uma greve geral agora!" . A platéia apoiou de pé a moção da jovem Clara Lemlich.
Política e etnia
No movimento dos trabalhadores as relações étnicas tinham peso fundamental, razão pela qual, para garantir um compromisso com a greve, Feigenbaum usou um argumento de extraordinária importância religiosa para os judeus. Ele perguntou à assembléia: "Vocês se comprometerão com o velho mandamento judaico?" Uma centena de mãos se ergueram e todos gritaram: "Se eu esquecer de vós, ó Jerusalém, que eu perca minha mão direita". Era um juramento de que não furariam a greve.
Cerca de 15 mil trabalhadores do vestuário, a maioria moças, entraram em greve, provocando o fechamento de mais de 500 fábricas. Jovens operárias italianas aderiram, houve prisões, tentativas de contratar novas trabalhadoras, o que tornou o clima muito tenso. A direção da greve ficou com a Associação dos Trabalhadores Hebreus e com o Sindicato Internacional de Trabalhadores na Confecção de Roupas de Senhoras (International Ladies’ Garment Workers’ Union - ILGWU).
À medida que as grandes empresas cederam algumas reivindicações, a greve foi se esvaziando e se encerrou em 15 de fevereiro de 1910 depois de 13 semanas.
O incêndio
Pouco tinha sido alterado, sobretudo nas fábricas de pequeno e médio porte, e os movimentos reivindicatórios retornaram. A reação dos proprietários repetia-se: portas fechadas durante o expediente, relógios cobertos, controle total, baixíssimos salários, longas jornadas de trabalho.
O dia 25 de março de 1911 era um sábado, e às 5 horas da tarde, quando todos trabalhavam, irrompeu um grande incêndio na Triangle Shirtwaist Company, que se localizava na esquina da Rua Greene com a Washington Place. A Triangle ocupava os três últimos de um prédio de dez andares. O chão e as divisórias eram de madeira, havia grande quantidade de tecidos e retalhos, e a instalação elétrica era precária. Na hora do incêndio, algumas portas da fábrica estavam fechadas. Tudo contribuía para que o fogo se propagasse rapidamente.
A Triangle empregava 600 trabalhadores e trabalhadoras, a maioria mulheres imigrantes judias e italianas, jovens de 13 a 23 anos. Fugindo do fogo, parte das trabalhadoras conseguiu alcançar as escadas e desceu para a rua ou subiu para o telhado. Outras desceram pelo elevador. Mas a fumaça e o fogo se expandiram e trabalhadores/as pularam pelas janelas, para a morte. Outras morreram nas próprias máquinas. O Forward publicou terríveis depoimentos de testemunhas e muitas fotos.
Morreram 146 pessoas, 125 mulheres e 21 homens, na maioria judeus.
A comoção foi imensa. No dia 5 de abril houve um grande funeral coletivo que se transformou numa demonstração trabalhadora. Apesar da chuva, cerca de 100 mil pessoas acompanharam o enterro pelas ruas do Lower East Side. No Cooper Union falou Morris Hillquit e no Metropolitan Opera House, o rabino reformista Stephen Wise.
A tragédia teve conseqüências para as condições de segurança no trabalho e sobretudo serviu para fortalecer o ILGWU.
Para autores como Sanders, todo o processo, desde a greve de 1909, mais o drama do incêndio da Triangle, acabou fortalecendo o reconhecimento dos sindicatos. O ILGWU, de conotação socialista e um dos braços mais ‘radicais’ do American Federation of Labour (AFL), se tornou o maior e mais forte dos Estados Unidos naquele momento.
Atualmente no local onde se deu o incêndio foi construída a Universidade de Nova Iorque . Uma placa, lembrando o terrível episódio, foi lá colocada:
"Neste lugar, em 25 de março de 1911, 146 trabalhadores perderam suas vidas no incêndio da Companhia de Blusas Triangle. Deste martírio resultaram novos conceitos de responsabilidade social e legislação do trabalho que ajudaram a tornar as condições de trabalho as melhores do mundo (ILGWU)".

Mulheres e movimentos sociais
No século XX, as mulheres trabalhadoras continuaram a se manifestar em várias partes do mundo: Nova Iorque, Berlim, Viena (1911); São Petersburgo (1913). Causas e datas variavam. Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Cristiana, perto de Oslo, contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher. Em 8 de março 1917 (23 de fevereiro no Calendário Juliano), trabalhadoras russas do setor de tecelagem entraram em greve e pediram apoio aos metalúrgicos. Para Trotski esta teria sido uma greve espontânea, não organizada, e teria sido o primeiro momento da Revolução de Outubro.
Na década de 60, o 8 de Março foi sendo constantemente escolhido como o dia comemorativo da mulher e se consagrou nas décadas seguintes. Certamente esta escolha não ocorreu em conseqüência do incêndio na Triangle, embora este fato tenha se somado à sucessão de enormes problemas das trabalhadoras em seus locais de trabalho, na vida sindical e nas perseguições decorrentes de justas reivindicações.
Lenin: o que importava era a política de massas e não o direito das mulheres
Mulheres e homens jovens tinham muitas outras preocupações além das questões trabalhistas e do sistema político. Nem sempre a liderança comunista entendia essas necessidades, como foi o caso de Lenin e de muitos outros líderes. Em seu Diário, Clara Zetkin relata o que ouvira do camarada e amigo Lenin, ao visitá-lo no Kremlin, em 1920. Lenin lamentava o descaso pelo Dia Internacional da Mulher que ela propusera em Copenhagem, pois este teria sido um oportuno momento para se criar um movimento de ‘massa’, internacionalizar os propósitos da Revolução de 17, agitar mulheres e jovens.
Para alcançar este objetivo, afirmava ele, era necessário discutir exclusivamente os problemas políticos e não perder tempo com aquelas discussões que os jovens trabalhadores traziam para os grupos políticos, como casamento e sexo. Lenin estendia suas críticas ao trabalho de Rosa Luxemburgo com prostitutas: "Será que Rosa Luxemburgo não encontrava trabalhadores para discutir, era necessário buscar as prostitutas?"
Esta visão de Lenin fez escola na esquerda. A experiência do ‘amor livre’ nos primeiros anos pós-Revolução trouxe enormes conflitos que levaram à restauração do sistema de família regulamentado pelo contrato civil. Temas relativos ao corpo, à sexualidade, à reprodução humana, relação afetiva entre homens e mulheres, aborto, só foram retomados 40 anos mais tarde pelo movimento feminista.
O 8 de Março no Brasil
No Brasil vê-se repetir a cada ano a associação entre o Dia Internacional da Mulher e o incêndio na Triangle quando na verdade Clara Zetkin o tenha proposto em 1910, um ano antes do incêndio. É muito provável que o sacrifício das trabalhadoras da Triangle tenha se incorporado ao imaginário coletivo da luta das mulheres. Mas o processo de instituição de um Dia Internacional da Mulher já vinha sendo elaborado pelas socialistas americanas e européias há algum tempo e foi ratificado com a proposta de Clara Zetkin.
Nas primeiras décadas do século XX, o grande tema político foi a reivindicação do direito ao voto feminino. Berta Lutz, a grande líder sufragista brasileira, aglutinou um grupo de mulheres da burguesia para divulgar a demanda. Ousadas, espalharam de avião panfletos sobre o Rio de Janeiro, pedindo o voto feminino, no início dos anos 20! Pressionaram deputados federais e senadores e se dirigiram ao presidente Getúlio Vargas. Afinal, o direito ao voto feminino foi concedido em 1933 por ele e garantido na Constituição de 1934. Mas só veio a ser posto em prática com a queda da ditadura getulista - só então foram restabelecidas as eleições - , e as mulheres brasileiras votaram pela primeira vez em 1945.
Em 1901, as operárias, que juntamente com as crianças constituíam 72,74% da mão-de-obra do setor têxtil, denunciavam que ganhavam muito menos do que os homens e faziam a mesma tarefa, trabalhavam de 12 a 14 horas na fábrica e muitas ainda trabalhavam como costureiras, em casa. Como mostra Rago, a jornada era de umas 18 horas e as operárias eram consideradas incapazes física e intelectualmente. Por medo de serem despedidas, submetiam-se também à exploração sexual.
Os jornais operários, especialmente os anarquistas, reproduziam suas reclamações contra a falta de higiene nas fábricas, o assédio sexual, as péssimas condições de trabalho, a falta de pagamento de horas extras, um sem número de abusos. Para os militantes operários, a fábrica era um local onde as mulheres facilmente se prostituíam, daí reivindicarem a volta das mulheres para casa. Patrões, chefes e empregados partilhavam dos mesmos valores: olhavam as trabalhadoras como prostitutas.
Entre as militantes das classes mais altas, a desqualificação do operariado feminino não era muito diferente: partilhavam a imagem generalizada de que operárias eram mulheres ignorantes e incapazes de produzir alguma forma de manifestação cultural. A distância entre as duas camadas sociais impedia que as militantes burguesas conhecessem a produção cultural de anarquistas como Isabel Cerruti e Matilde Magrassi, ou o desempenho de Maria Valverde em teatros populares como o de Arthur Azevedo.
Como as anarquistas americanas e européias, as brasileiras (imigrantes ou não) defendiam a luta de classes mas também o divórcio e o amor livre, como escrevia A Voz do Trabalhador de 1° de fevereiro de 1915: "Num mundo em que mulheres e homens desfrutassem de condições de igualdade... Vivem juntos porque se querem, se estimam no mais puro, belo e desinteressado sentimento de amor".
A distinção entre anarquistas e comunistas foi fatal para uma eventual aliança: enquanto as comunistas lutavam pela implantação da "ditadura do proletariado", as anarquistas acreditavam que o sistema partidário reproduziria as relações de poder, social e sexualmente hierarquizadas.
No PC a diferenciação de gênero continuava marcante: as mulheres se encarregavam das tarefas ‘femininas’ na vida quotidiana do Partido. Extremamente ativas, desenvolveram ações externas de organização sem ocupar qualquer cargo importante na hierarquia partidária. Atuavam, por exemplo, junto a crianças das favelas ou dos cortiços, organizavam colônias de férias, supondo que poderiam ensinar às crianças novos valores.
Zuleika Alembert, a primeira mulher a fazer parte da alta hierarquia do PC, eleita deputada estadual por São Paulo em 1945, foi expulsa do Partido quando fez críticas feministas denunciando a sujeição da mulher em seu próprio partido.
O feminismo dos anos 60 e 70 veio abalar a hierarquia de gênero dentro da esquerda. A luta das mulheres contra a ditadura de 1964 uniu, provisoriamente, as feministas e as que se autodenominavam membros do ‘movimento de mulheres’. A uni-las, contra os militares, havia uma data: o 8 de Março. A comemoração ocorria através da luta pelo retorno da democracia, de denúncias sobre prisões arbitrárias, desaparecimentos políticos.
A consagração do direito de manifestação pública veio com o apoio internacional – a ONU instituiu, em 1975, o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.
Entrou-se numa nova etapa do feminismo. Mas velhos preconceitos permaneceram nas entrelinhas. Um deles talvez seja a confusa história propalada do 8 de Março, em que um antiamericanismo apagava a luta de tantas mulheres, obscurecendo até mesmo suas origens étnicas.
 
Referências bibliográficas
  • Alves, Branca Moreira. Ideologia e feminismo: a luta pelo voto feminino no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1980.
  • Bosi, Ecléa. Simone Weil: a razão dos vencidos. São Paulo: Brasiliense, 1982.
  • Chevalier, Charles. Classes laborieuses et classes dangereuses à Paris pendant la première moitié du XIXe. siècle. Paris: Hachette, 1984
  • Chombart de Lauwe, Paul Henri et alii. La femme dans la sociétè: son image dans différents milieux sociaux. Paris: CNRS, 1963.
  • Howe, Irving; Libo, Kenneth. How We Lived. A Documentay History of Immigrant Jews in America. 1880-1930. USA: Richard Marek Publishers, 1979.
  • Isis Creation for the Australian Women’s Inta network. Internet. A History of International Women’s Day Origins. http://www.isis.aust.com/iwd
  • Lobo, Elisabeth Souza. Emma Goldman: a vida como revolução. São Paulo: Brasiliense, 1983.
  • Marin, Alexandra Ayala. "Caja de Pandora". Clara Zetkin. Entrevista dada para UNIFEM. Ver. http://www.unifemandina.org
  • Minczeles, Henri. Histoire générale du BUND, un mouvement révolutionnaire juif. Paris: Austral, 1995.
  • Sanders, Ronald. THE DOWTOWN JEWS. Portraits of an Immigrant Generation. New York: Dover Publications, Inc., 1987.
  • Shepherd, Naomi. A Price Below Rubies. Jewish Women as Rebels and Radicals. Harvard University Press. Cambridge. Massachusetts, 1993. ( qual a duvida aqui?)
  • Zetkin, Clara. My Recollections of Lenin. Apêndice pp. 87-122 in V.I. Lenin. The Emancipation of Women. International Publishers. New York. 1972 (a primeira edição é de 1934). SBN 7178-0290-6
  • Rago, Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar. 1890-1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

Dados biográficos da Autora
Eva Alterman Blay: Profª Titular de Sociologia da Universidade de São Paulo. Coordenadora Científica do NEMGE (Núcleo de estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero) da USP. Autora de Trabalho Domesticado - a mulher na indústria paulista (Ática, 1978); As Prefeitas, Avenir (s/d), e outros livros e artigos sobre gênero, habitação operária, participação política. Foi Senadora da República entre 1992/1994.
Tomado de: http://www.piratininga.org.br/artigos/2004/01/blay-8demarco.html

8 DE MARÇO: O "DIA INTERNACIONAL DA MULHER"

8 DE MARÇO: O "DIA INTERNACIONAL DA MULHER"

Breve história do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Acontece no Brasil 
- A participação feminina no mercado de trabalho é do 64%, a masculina, do 85%.
- O trabalho doméstico é a categoria que empregam o maior número de mulheres no Brasil (cerca de 6,5 milhões de mulheres no país), 500.000 deles com menos de 18 anos
- A renda estimada delas é menor que dois terços da deles
- O numero de brasileiros aptos a votar em fevereiro de 2010 era de 132,6 milhões de eleitores, as mulheres já superam os homens no eleitorado em praticamente cinco milhões de votos.
- A percepção de salários para o mesmo tipo de trabalho no Brasil é uma das piores do mundo, colocando o país em 123º
- As mulheres representam apenas 9% dos parlamentares no Brasil e somente 7% dos cargos de nível ministerial. O pais está, respectivamente, na 108ª e 102ª colocação nesses itens.
- A mulher negra continua em último lugar na escala social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. Inúmeras pesquisas realizadas nos últimos anos mostram que a mulher negra apresenta menor nível de escolaridade, trabalha mais, porém com rendimento menor, e as poucas que conseguem romper as barreiras do preconceito e da discriminação racial.
- Em media, cada dia no Brasil, mais de 2700 mulheres são vitimas da violência doméstica e mais de 1 milhão por ano.
- A cada 15 segundos, uma mulher brasileira e agredida.
- A violência doméstica é a maior causa de morte e invalidez das mulheres com idades entre os 16 e os 44 anos de idade.

O quê podemos fazer?
- Daqui até o 8 de março podemos divulgar ou difundir este ou outros documentos similares para a sensibilização ou informação da comunidade
- Animar em nossos lares, escolas, igrejas, locais de trabalho a realização de conversas, pregas, debates, seminários, mobilizações publicas pacificas, etc. sobre a importância da data, mais especialmente, da causa
- Fazer pequenas coisas no cotidiano que amorosa, mas firmemente, desafiem aos outros e outras a construir um mundo melhor em equidade e dignidade.

Referencias

·         Http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm
·         O Relatório Global de Desigualdade de Gênero 2010, - Elaborado pelo Fórum Econômico Mundial 
Foto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bundesarchiv_Bild_183-09915-0001,_Berlin,_Unter_den_Linden,_Ruinen,_Bildtafeln.jpg

lunes, 17 de enero de 2011

When the American dream turns into nightmare

2011-01-11 (http://alainet.org/active/43473)

U.S.

When the American dream turns into nightmare

Aram Aharonian

While the press disseminates cartelized hegemonic "virtual reality" that U.S. world power, seems to be emerging from the economic crisis, sociologists warn of the death of the "American Dream", a fact acknowledged even by Timothy Geithner, the Secretary of Treasury, who in the early days of the year said that "America is on the brink of insolvency."
 
With those words, Geithner has asked Congress the urgency of raising the debt ceiling, currently at "only" 14,300,000 million dollars (14.300.000.000.000). The insolvency was warned days earlier by ABC Obama economic adviser, Austan Goolsbee, who noted that if the debt ceiling was not changed, "the consequences would be catastrophic for the U.S. economy, and much worse than seen since 2008 "...
 
Still worse? Goolsbee is right. For 30 years the United States consumed over the account after selling Americans the idea of cheap credit advocated by Ronald Reagan in 1981. Since that time, was not only consume, consume and consume ... at the expense of everyone.
 
And to the surprise of 25 million unemployed and underemployed, Obama named William Daley as chief of staff. It is the Secretary of Commerce under President Bill Clinton, who promoted the free trade and more recently was a senior executive at JP Morgan Chase financial mega company, which enjoys great prosperity after the rescue of the financial sector with the money the American people.
 
The American Dream
 
Back in 1930, the United States out of the famous 1929 crash. " In those years, when he began to center on the world stage, was coined and popularized globally the idea of the American Dream.
 
The content of this was the idea that American society had the potential to equal opportunities and decision suffice own efforts to achieve material prosperity. By extension, this can be extended to immigrants and their children, who may participate in this collective ideology.
 
Well, that's what appears to be deeply questioned in the current reality. Let's see some data.
 
One of every seven Americans-about 44 million people, the highest figure since 1960 when they started these measurements, live in poverty today. But that figure is even more worrying when there are children: one in five children and youth under 18 live in poverty.
 
For this year cartelized media estimate that the U.S. economy would grow by 4%. This means that America is overcoming the crisis period and would be visiting the post recession. The media tells us that the economic crisis is over, and that the world economy is back to its normal mode of growth and profit. On 30 December, French Le Monde summed it up: "America wants to believe in an economic recovery."
 
The spread about the economic recovery is not immediate and important impact on the everyday problems of much of American society. The only reality is still reality. The unemployed, reaching 10% of the workforce, only reduced by about the economy revived. The income of the workforce would remain at current levels below the 2009 income and 2008.
 
This situation and fears about the future are causing major changes in the "American lifestyle" Two familiar manifestations of these trends are very clear: They lower birth rates, like weddings.
 
The recent natural snow storms were on the table other features of the crisis. In New York there were power outages for 36 hours, and gas shortages, with temperatures of 5 degrees below zero. Most of the subways stopped working. Therefore, the largest city in the United States was paralyzed. The natural phenomenon, coupled with budget constraints, by the crisis and official actions to benefit the wealthy-was responsible.
An hour before the New Year, some five thousand birds fell dead in Beebe, Arkansas, and 500 in a village in Louisiana days later. Still no explanation, but maybe it was because of the shock to see from above, all that is happening in the country, says David Brooks.
 
The nightmare
 
The unequal distribution of wealth, grow through tax cuts introduced by Bush II and then by Obama, which means removing the working class yay the poor to give to the rich. The huge inequalities undermine democracy, even representative-declamation.
 
Nicholas Kristof of the New York Times, recalls that "The managers of major U.S. companies earned an average of 42 times the average worker in 1980, and 531 times in 2001. Perhaps the most astonishing statistic is this: between 1980 and 2005, more than four fifths of the total increase in U.S. income went to the richest 1%. "
 
Bob Herbert, also in the New York Times, revealed in early November last study put it clear that the economic hardships of the working and middle classes since the late 1970s were not primarily a result of globalization and technological change but rather of a long series of political changes from the government that favored the very rich.
 
"These changes were the result of efforts by increasingly sophisticated, better funded and organized by business and financial sectors to tilt in their favor government policy measures, and thus favor the very rich. Tax laws to the deregulation, business management, to network security issues, government action was set intentionally to allow those who were already rich to amass a growing share of economic benefits the nation. "
 
Obviously, public education deteriorates when wealth is monopolized by a few. The rich pay little tax and so governments lack the resources to subsidize education: each year rejected a larger number of students and classes are overloaded with students.
 
Spencer Bachus, the next chairman of the House Financial Services, told The Birmingham News in late December that "Washington and regulators are there to serve the banks'." And that's exactly what the bankers have been telling him and other politicians.
 
Finally, lawmakers elected in November took office and the parliamentary majority remained in the hands of the most conservative of the Republican Party. One of the actions that they push with greater force is to abolish the right of U.S. citizenship to children of illegal immigrants born in U.S. territory.
 
This would be a "knockout" the constitutional principle of equality before the law of all births in the United States, but its proponents are determined to hold under the slogan: "We can not continue this illegal invasion true"
 
Terrorism
 
While continuing to build the border fence with Mexico, Democrat Gabrielle Giffords was shot in the head during a public event in the city of Tucson (Arizona), an attack that killed six people and injured a dozen other . According to The Washington Post, does not seem to have been at random: "It looks like a murder." Everything points to the ultraconservative sector of the Republican Party, "terrorism" encouraged by the so-called Tea Party.
 
Giffords was one of 20 Democrats elected in 2008 who voted for the reform of health and were then identified to be defeated by the vice presidential candidate Sarah Palin, in a campaign called "takebackthe20" which included a map of each congressional district marked all as a target for shooting a rifle sight.
 
It all began when the Republican governor of Arizona, Jan Brewer last summer enacted a law to prosecute illegal immigrants was proposed by the Conservatives. In the Hispanic population felt that it was unconstitutional and would lead to discrimination. Griffords said, at the time that the law would do nothing to protect the border and stop the trafficking of drugs and weapons.
 
Today, those who sleep with the American dream, wake up with nightmares.
 
- Aram Aharonian is a journalist and teacher Uruguay-Venezuela, editor of the Question , founder of Telesur, the Latin American Observatory director in Communication and Democracy (ULAC)
 


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sábado, 1 de enero de 2011

San Silvestre en São Paulo...





Cuando era pequeño (Oscar) intentaba seguir la maratón de San Silvestre por radio. La carrera siempre se disputaba a la media noche del 31 de diciembre para recibir el 1 de enero. Es una carrera clãsica, tradicional, muy conocida en todo el mundo y que cumple su 86va. versión. Algunos atletas colombianos la han ganado, entre ellos: Victor Mora, Domingo Tibaduiza (?), Álvaro Mejía y el tumaqueño Silvio Salazar.

Ahora la tuve en frente!! Estuvimos con Lili, Isara y Héctor en la Av. Paulista para compartir esa emocionante fiesta del deporte. Después de la carrera viene la celebración del año nuevo en S. Paulo y todo cambia para recibir a mucha gente dispuesta a pasar toda la noche en medio de espectáculos y música. Nosotros teníamos que volver porque ya teníamos un compromiso...

Los Keninanos y los brasileros eran los favoritos. Al final la ganó el brasilero: Marilson Gomes.

Incluimos un video del incio de la fiesta de año nuevo 2010 - 2011!!!

Viaje a San Pablo...Paso por Belo Horizonte (MG)



En un viaje que en total tomó más de 12 horas conseguimos por fin llegar a São Paulo, la metrópoli brasileira. En Belo Horizonte (escala), capital del estado de Minas Gerais, el invierno batió fuerte. Nunca habíamos viajado en tales condiciones metereológicas pero fue muy emocionante, incluyendo los deseos al final de ver el avión parado en la pista para calmar los nervios. Llegamos el 29 de diciembre como a las 16,30h. Acá son 3 horas de diferencia con relación a Bogotá.

En la foto del medio, intentamos mostrar un avión que está aterrizando, pero la lluvia, la nubosidad, el spray del agua y demás no dejan ver nada.